David do Prado
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Os erros mais comuns ao contratar proteção veicular

Descobrir que o carro não está coberto só depois do acidente é, na visão de David do Prado, vendedor com mais de 10 anos de experiência no setor automotivo e de proteção veicular, a frustração mais evitável de quem contrata proteção veicular. O modelo, em que associados dividem entre si o custo de roubos, furtos e colisões, ganhou regulamentação com a Lei Complementar nº 213/2025, mas a lei não elimina as falhas cometidas na hora da adesão. A maior parte delas nasce de pressa, de leitura incompleta e da comparação feita apenas pelo valor da mensalidade.

Assinar sem ler o regulamento

O regulamento é o documento que define o que a associação cobre, em que condições e com quais exclusões. Diferentemente do seguro, que segue padrões de apólice mais uniformes, cada entidade de proteção veicular redige suas próprias regras. Duas associações com mensalidades parecidas podem, portanto, oferecer proteções muito diferentes.

Um exemplo recorrente envolve fenômenos naturais. Alagamento e queda de árvore aparecem cobertos em alguns regulamentos e excluídos em outros. Quem mora em região sujeita a enchentes e não confere o item pode descobrir a exclusão no pior momento. Na mesma linha estão vidros, faróis, carro reserva e assistência 24 horas, muitas vezes oferecidos apenas como adicionais.

Ignorar a cota de participação

A cota de participação é o valor que o associado paga quando aciona a proteção, geralmente calculado como percentual da tabela Fipe do veículo. Conforme explica David do Prado, muitos contratantes comparam apenas a mensalidade e deixam o número de lado, embora ele pese diretamente no bolso em caso de sinistro.

A conta é simples. Em um carro avaliado em R$ 60 mil, uma cota de 5% representa R$ 3 mil; de 8%, R$ 4,8 mil. Uma mensalidade um pouco menor pode esconder uma participação bem mais alta. Em casos de roubo ou perda total, algumas entidades aplicam regras específicas para a cota, que também merecem conferência antes da assinatura. Há regulamentos que cobram percentual maior quando o condutor, no momento do evento, não é o principal declarado, detalhe que raramente aparece no material de venda.

David do Prado

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Informar dados incorretos na adesão

Outro erro frequente está no cadastro. Declarar que o carro fica em garagem quando dorme na rua, omitir o uso do veículo para trabalho por aplicativo ou indicar outra pessoa como condutor principal são falhas que parecem inofensivas. Na análise do evento, porém, a divergência entre o declarado e o real pode levar à negativa do ressarcimento. Mudanças posteriores, como troca de endereço ou início de uso profissional do carro, também precisam ser comunicadas à entidade.

A vistoria de entrada segue a mesma lógica. Avarias preexistentes não registradas abrem espaço para discussão futura sobre o que já estava danificado antes da adesão. De acordo com David do Prado, fotografar o veículo por completo e guardar o laudo é uma precaução simples que protege, antes de tudo, o próprio associado.

Deixar de verificar a situação da entidade

Com a nova legislação, as associações precisaram se cadastrar na SUSEP, e a gestão financeira dos grupos passou a exigir uma administradora autorizada pela autarquia. Consultar a situação da entidade antes de aderir virou um passo básico, comparável a verificar a procedência de um carro usado antes de fechar negócio.

Também vale observar o tempo de atuação, a clareza no atendimento e a forma como as regras são explicadas antes da assinatura. Entidades que evitam responder por escrito sobre coberturas e exclusões merecem cautela redobrada, independentemente do preço anunciado. Promessas verbais não substituem o que está escrito no regulamento.

O mercado, afinal, está mais exigente. Associações que atuam no segmento, como a Aproest Proteção Veicular, fazem parte de um ambiente em que essas informações passaram a ser cobradas com mais rigor. Sob a perspectiva de David do Prado, o associado bem informado é justamente o que menos se surpreende quando precisa acionar a proteção.

 

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