Brasil Bate Recordes na Produção Agropecuária em 2024: Ovos, Bovinos, Frangos e Suínos em Alta
O ano de 2024 foi marcante para a agropecuária brasileira, com recordes impressionantes na produção de ovos, abate de bovinos, frangos e suínos. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor alcançou números históricos, refletindo a força do agronegócio no país. A produção de ovos atingiu 4,67 bilhões de dúzias, um aumento de 10% em relação a 2023, enquanto o abate de bovinos cresceu 15,2%, totalizando 39,27 milhões de cabeças. Esses resultados destacam o Brasil como um gigante na oferta de proteínas, tanto para o mercado interno quanto para exportação. O desempenho robusto é impulsionado por fatores como demanda internacional e condições favoráveis no campo.
A produção de ovos foi um dos grandes destaques do ano, consolidando o setor avícola como essencial para a economia nacional. Em 2024, o quarto trimestre registrou 1,2 bilhão de dúzias, o maior volume já produzido em um período de três meses desde o início da série histórica do IBGE, em 1987. Esse crescimento na produção de ovos reflete o aumento no consumo interno e a busca por alternativas mais acessíveis às carnes, especialmente em tempos de preços elevados. Além disso, a alta nos custos de outras proteínas incentivou o setor avícola a expandir sua capacidade, atendendo tanto à mesa dos brasileiros quanto às demandas externas aquecidas.
No segmento de bovinos, o abate recorde de 39,27 milhões de cabeças em 2024 marcou o maior volume desde 2013, quando foram abatidas 34,41 milhões. Esse aumento significativo no abate de bovinos foi impulsionado por um recorde no descarte de fêmeas, que chegou a 16,9 milhões de cabeças, 19% a mais que no ano anterior. O fenômeno está ligado a uma fase de baixa no ciclo pecuário, iniciada em 2022, que levou os produtores a ajustarem seus rebanhos. Mato Grosso liderou o ranking nacional, com 18,1% do total, seguido por Goiás e São Paulo, ambos com 10,2%. Esse desempenho reforça a importância do abate de bovinos para a economia e a exportação brasileira.
O abate de frangos também alcançou patamares históricos, com 6,46 bilhões de unidades processadas em 2024, um crescimento de 2,7% em comparação com 2023. Isso equivale a 172,73 milhões de frangos a mais, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial dessa proteína. A Região Sul domina esse cenário, com Paraná respondendo por 34,2% do total, seguido por Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Do volume total, 65% abastecem o mercado interno, enquanto 35% são exportados para países como China, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita. O abate de frangos demonstra a capacidade do Brasil de atender à crescente demanda global por carne acessível.
Outro recorde veio do abate de suínos, que atingiu 57,86 milhões de cabeças em 2024, um incremento de 1,2% em relação ao ano anterior. Esse avanço, equivalente a 684,24 mil cabeças a mais, foi favorecido por preços mais altos da carne suína e custos reduzidos com alimentação, beneficiando os produtores. Santa Catarina lidera o abate de suínos no país, com 29,1% do total, seguida por Paraná e Rio Grande do Sul. A exportação também teve papel crucial, com China e Filipinas absorvendo mais de 18% do volume exportado. Assim, o abate de suínos reforça a diversidade e a competitividade da pecuária brasileira no mercado internacional.
A demanda internacional foi um dos motores desses recordes na produção de ovos, abate de bovinos, frangos e suínos. A China, principal destino da carne bovina brasileira, importou 52% do total exportado, enquanto os Estados Unidos quase dobraram suas compras, respondendo por 7,4%. Países como Emirados Árabes Unidos e Chile também se destacam entre os compradores. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV aponta que essa pressão externa elevou os preços da carne no mercado interno, impactando o consumo e estimulando a produção de ovos como alternativa mais barata. Esse cenário reflete o equilíbrio entre oferta interna e exportação.
Apesar dos números recordes ao longo do ano, o quarto trimestre de 2024 mostrou uma leve retração no abate de bovinos, frangos e suínos em relação ao terceiro trimestre. O abate de bovinos caiu 7,9%, o de frangos recuou 1,1% e o de suínos diminuiu 4,6%. Essa desaceleração sazonal, no entanto, não ofuscou o desempenho anual excepcional. A produção de ovos, por outro lado, manteve-se firme, com um ligeiro aumento de 0,2% no mesmo período. Esses ajustes indicam uma adaptação do setor às variações de mercado, mantendo a agropecuária como um pilar econômico resiliente no Brasil.
Os recordes na produção de ovos, abate de bovinos, frangos e suínos em 2024 evidenciam a força do agronegócio brasileiro e sua capacidade de responder às demandas globais e locais. Com um setor avícola em alta, exportações crescentes e ajustes estratégicos na pecuária, o país solidifica sua posição como líder na produção de proteínas. Esses resultados não apenas impulsionam a economia, mas também garantem a segurança alimentar de milhões de brasileiros, enquanto projetam o Brasil como um protagonista no mercado internacional de alimentos. A expectativa é que 2025 mantenha essa trajetória de crescimento e inovação no campo.
Autor: Richar Schäfer
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital