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Alagoas é o estado com maior índice de analfabetismo do Brasil, aponta IBGE

Alagoas voltou a liderar, pelo segundo ano consecutivo, o ranking nacional de analfabetismo. Os dados fazem parte do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE, mostrando que 13,1% da população alagoana com 15 anos ou mais não sabia ler nem escrever em 2025. O percentual é o mesmo observado no Piauí e está muito acima da média nacional, de 4,9%. Alagoas 24 HorasAlagoas 24 Horas

O problema, segundo o levantamento, se concentra principalmente entre os moradores mais velhos do estado. Entre os alagoanos com 60 anos ou mais, 35,1% são analfabetos, o segundo maior índice do país, superado apenas pelo Piauí. Para efeito de comparação, no Brasil essa taxa nessa faixa etária é de 13,8%, ou seja, menos da metade do índice alagoano. ChicoSabeTudoChicoSabeTudo

A capital também reflete o cenário estadual. A Região Metropolitana de Maceió registrou a maior taxa de analfabetismo entre todas as regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, com 7,4% dos moradores de 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever. Entre as capitais brasileiras isoladamente, Maceió também aparece na liderança desse indicador negativo, à frente de cidades como Rio Branco, Macapá e Fortaleza. ChicoSabeTudo

Avanços entre os mais jovens, mas desafios persistem

Apesar do quadro preocupante entre a população adulta e idosa, a pesquisa do IBGE mostra sinais de melhora nas gerações mais novas. A taxa de escolarização das crianças de 4 e 5 anos alcançou 95,8% em Alagoas, acima da média nacional de 94,9%. Já na faixa de 6 a 14 anos, o acesso à escola é praticamente universal, com 99,4% das crianças matriculadas e 96,8% frequentando a série adequada para a idade, índice superior à média do país, de 96,1%. ChicoSabeTudoChicoSabeTudo

Os obstáculos aumentam conforme avança a trajetória escolar. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, apenas 75,3% cursavam o ensino médio na etapa adequada, abaixo dos 80,6% registrados no Brasil. A situação se agrava ainda mais no ingresso à universidade: em Alagoas, apenas 26,2% dos jovens de 18 a 24 anos frequentavam escola ou universidade em 2025, contra 31,5% no Brasil. ChicoSabeTudoAlagoas 24 Horas

Mesmo com esses gargalos, o levantamento aponta uma evolução histórica no nível educacional médio da população alagoana. O número médio de anos de estudo das pessoas de 15 anos ou mais passou de 7,6 anos, em 2016, para 9,1 anos em 2025, um ganho de 1,5 ano de escolaridade no período. Ainda assim, o indicador permanece abaixo da média nacional, de 10,4 anos, colocando o estado entre os de menor escolaridade média do país. Alagoas 24 HorasAlagoas 24 Horas

O que diz o IBGE sobre os números

Para o chefe da Seção de Disseminação de Informações do IBGE em Alagoas, Neison Freire, os resultados confirmam um cenário já identificado em levantamentos anteriores. Segundo ele, os dados sugerem que, embora o estado ainda conviva com uma forte herança histórica de baixa escolaridade e analfabetismo entre a população mais velha, os indicadores educacionais das gerações mais jovens mostram avanços importantes no acesso à educação básica, com desafios concentrados principalmente na conclusão das etapas escolares e no acesso ao ensino superior. Alagoas 24 Horas

Freire também já destacou, em análises anteriores sobre o tema, o impacto direto do analfabetismo na rotina das pessoas. Ele costuma exemplificar que uma pessoa que não sabe ler não tem a liberdade sequer de pegar um ônibus, porque associa o letreiro a um desenho. Entre as medidas que poderiam ajudar a reverter o quadro, o especialista do IBGE sugere incentivar e ampliar a oferta de cursos para jovens e adultos, destinar mais recursos públicos para a educação básica e engajar o setor privado nas ações de combate ao analfabetismo. RadiosampaioRadiosampaio

O levantamento mais recente integra o módulo de Educação da PNAD Contínua, pesquisa de referência nacional sobre as condições de vida da população brasileira, conduzida regularmente pelo IBGE. Os dados completos podem ser consultados no site do instituto, em ibge.gov.br.

Fontes consultadas:

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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