Os principais erros de quem está aprendendo violão sozinho: Confira quais são e como corrigi-los
Aprender violão de forma autodidata é uma decisão cada vez mais frequente. Contudo, segundo Marcio Andre Savi, a ampla oferta de conteúdos online facilita o início, mas também pode gerar confusão e vícios técnicos quando não há direção clara. Por isso, identificar falhas comuns e corrigi-las desde cedo é fundamental para construir uma base sólida e evoluir com segurança. Pensando nisso, a seguir, abordaremos quais atitudes prejudicam a evolução técnica, por que elas atrasam o desenvolvimento musical e quais ajustes práticos podem acelerar o aprendizado.
Por que a falta de rotina estruturada compromete a evolução?
Um dos principais erros de quem está aprendendo violão sozinho é estudar sem planejamento, como frisa Marcio Andre Savi. Muitos iniciantes tocam apenas quando têm vontade, repetem sempre as mesmas músicas e evitam exercícios técnicos. Dessa maneira, o aprendizado se torna irregular e superficial.
Pois, a prática sem organização dificulta a consolidação da memória muscular e atrasa a precisão dos movimentos. Além disso, a ausência de metas claras impede que o estudante perceba a própria evolução. Isto posto, de acordo com Marcio Andre Savi, disciplina não significa rigidez extrema, mas sim constância.
Logo, estabelecer dias e horários fixos de estudo já produz resultados visíveis em poucas semanas. Uma sugestão simples é dividir o tempo de prática em blocos. Parte do treino deve ser dedicada a acordes, outra a batidas e ritmo, e um terceiro momento pode incluir repertório. Esse equilíbrio reduz lacunas técnicas e fortalece a base musical.
Uma postura inadequada pode afetar a técnica?
Sim, e esse é outro erro recorrente. Muitos iniciantes ignoram a posição correta das mãos, dos dedos e até da coluna. No início, o desconforto pode parecer pequeno, mas, com o tempo, ele compromete a execução e gera tensão desnecessária, conforme expõe Marcio Andre Savi.

Aprender violão sozinho exige atenção aos erros mais comuns, segundo Marcio Andre Savi.
A mão não-dominante, por exemplo, deve pressionar as cordas com firmeza, mas sem rigidez excessiva. Já a mão dominante precisa manter movimento fluido, evitando travamentos. No final, quando o aluno não observa esses detalhes, cria vícios difíceis de corrigir depois. Tendo isso em vista, a postura correta facilita a transição entre acordes e melhora a clareza do som. Aliás, ajustes simples, como alinhar o polegar atrás do braço do violão e manter os ombros relaxados, já fazem diferença significativa na qualidade da execução.
Quais hábitos técnicos mais atrapalham o iniciante?
Em suma, alguns comportamentos se repetem com frequência entre autodidatas. Logo, identificar esses pontos ajuda a evitar frustrações futuras. Isto posto, entre os principais, destacam-se:
- Ignorar exercícios básicos: pular escalas e treinos de coordenação reduz a agilidade dos dedos;
- Não afinar o instrumento corretamente: estudar com o violão desafinado prejudica a percepção auditiva;
- Evitar teoria musical: compreender cifras, intervalos e ritmo amplia a autonomia do músico;
- Repetir apenas o que já sabe: tocar sempre as mesmas músicas impede novos desafios técnicos;
- Desistir diante das dificuldades: a frustração inicial faz parte do processo e precisa ser superada.
Esses hábitos parecem inofensivos, mas acumulam prejuízos ao longo do tempo. Ao corrigir cada um deles, o aprendizado se torna mais consistente e motivador.
A ausência de feedback limita o progresso?
Aprender sozinho não significa evoluir isolado. Um dos principais erros de quem está aprendendo violão sozinho é não buscar retorno externo. Sem feedback, o estudante não percebe falhas de ritmo, postura ou clareza sonora. Tendo isso em mente, gravar a própria prática é uma alternativa eficaz. Pois, ao ouvir a gravação, o aluno identifica detalhes que passam despercebidos durante a execução.
Outra possibilidade é compartilhar vídeos com músicos mais experientes para receber orientações. Marcio Andre Savi ressalta que o olhar externo acelera ajustes técnicos e evita a consolidação de vícios. Mesmo quem opta pelo estudo independente pode, eventualmente, investir em aulas pontuais para corrigir fundamentos.
Como transformar os erros em uma evolução consistente?
Por fim, reconhecer os principais erros é apenas o início. Já que o verdadeiro avanço ocorre quando o estudante assume postura ativa diante das falhas. Desse modo, a prática consciente, aliada à organização e paciência, constrói uma base sólida. Ademais, pequenas mudanças, como manter uma rotina definida e estudar teoria básica, elevam o nível técnico de forma gradual. Dessa forma, quando o iniciante ajusta hábitos e estabelece metas realistas, o progresso se torna natural.
Autor: Richar Schäfer







